sábado, 30 de abril de 2011

Leonor.

Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura;
Vai formosa, e não segura.

Leva na cabeça o pote,
O testo na mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamalote;
Traz a vasquinha de cote.
Mais branca que a neve pura.
vAI formosa e não segura.

Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado,
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça á formosura.
Vai formosa e não segura.

Luis Vaz de Camões. 1524-1580-Lisboa

A grande poeta brasileira.

"Eu canto porque o meu instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem trste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico não sei, não sei;
Não sei se fico ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- Mais nada."
Cecilia Meireles.

Palavras ao vento.

Desejo fazer deste blog. Um recanto de paz e aconchego. de bem-querer e alegria.



O mundo é o seu caderno, as páginas onde vôce faz as suas somas,

Não é a realidade, embora você possa exprimir a realidade ali se guiser.

Você também tem liberdade de escrever tolices, ou mentiras ou rasgar

as páginas. Richard Bach.