segunda-feira, 15 de agosto de 2011
ATENÇÃO
GOSTARIA DE DEIXAR CLARO QUE1 OS POEMAS ERÓTICOS DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, FICARAM GUARDADOS DURANTE ANOS, É UMA OBRA INQUIETANTE, POR REVELAR O LADO DO AVESSO DE SUA OBRA. ESTES FORAM CONFIADOS A SEUS HERDEIROS A TAREFA DE PUBLICA-LOS APÓS SUA MORTE, ALGUNS SERVIRAM DE TESE SOBRE O EROTISMO.
AS MULHERES GULOSAS
AS MULHERES GULOSAS
QUE CHUPAM PICOLÉ
-DIZ UM SÁBIO QUE SABE-
SÃO MULHERES CARENTES
E O CHUPAM LENTAMENTE
QUAL SE VARA CHUPASEM,
E AO CHUPA-LO JÁ SABEM
QUE PRESTO SE DESFAZ
NA FALÁCIA DO GOZO
O PICOLÉ FUGINTE
COMO SE ESFAZ NA MENTE
O IMAGINÁRIO PÊNIS
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
QUE CHUPAM PICOLÉ
-DIZ UM SÁBIO QUE SABE-
SÃO MULHERES CARENTES
E O CHUPAM LENTAMENTE
QUAL SE VARA CHUPASEM,
E AO CHUPA-LO JÁ SABEM
QUE PRESTO SE DESFAZ
NA FALÁCIA DO GOZO
O PICOLÉ FUGINTE
COMO SE ESFAZ NA MENTE
O IMAGINÁRIO PÊNIS
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
SEM TITULO
E NUM SOFRER DE GOZO ENTRE PALAVRAS,
MENOS QUE ISTO, SONS, ARQUEJOS, AIS,
UM SÓ ESPASMO EM NÓS ATINGE O CLIMAX;
É QUANDO O AMOR MORRE DE AMOR, DIVINO.
QUANTAS VEZES MORREMOS UM NO OUTRO,
NO ÚMIDO SUBTERRÂNEO DA VAGINA,
NESSA MORTE MAIS SUAVE QUE O SONO;
A PAUSA DOS SENTIDOS, SATISFEITA,
ENTÃO A PAZ SE INSTAURA. A PAZ DOS DEUSES,
ESTENDIDOS NA CAMA, QUAL ESTATUAS
VESTIDAS DE SUOR, AGRADECENDO
O QUE A UM DEUS ACRESCENTA O AMOR TERRESTRE.
.
MENOS QUE ISTO, SONS, ARQUEJOS, AIS,
UM SÓ ESPASMO EM NÓS ATINGE O CLIMAX;
É QUANDO O AMOR MORRE DE AMOR, DIVINO.
QUANTAS VEZES MORREMOS UM NO OUTRO,
NO ÚMIDO SUBTERRÂNEO DA VAGINA,
NESSA MORTE MAIS SUAVE QUE O SONO;
A PAUSA DOS SENTIDOS, SATISFEITA,
ENTÃO A PAZ SE INSTAURA. A PAZ DOS DEUSES,
ESTENDIDOS NA CAMA, QUAL ESTATUAS
VESTIDAS DE SUOR, AGRADECENDO
O QUE A UM DEUS ACRESCENTA O AMOR TERRESTRE.
.
SEM TITULO
AO DELICIOSO TOQUE DO CLITÓRIS,
JÁ TUDO SE TRANSFORMA, NUM RELÂMPAGO.
EM PEQUENINO PONTO DESSE CORPO,
A FONTE, O FOGO, O MEL SE CONCENTRARAM
VAI A PENETRAÇÃO ROMPENDO NUVENS
E DEVASSANDO SÓIS TÃO FULGURANTES
QUE NUNCA A VISTA HUMANA OS SUPORTARA,
MAS, VARADO DE LUZ, O COITO SEGUE.
E PROSSEGUE E SE ESPRAIA DE TAL SORTE
QUE, ALÉM DE NÓS, ALÉM DA PROPRIA VIDA,
COMO ATIVA ABSTRAÇÃO QUE SE FAZ CARNE,
A IDEIA DE GOZAR ESTA GOZANDO.
JÁ TUDO SE TRANSFORMA, NUM RELÂMPAGO.
EM PEQUENINO PONTO DESSE CORPO,
A FONTE, O FOGO, O MEL SE CONCENTRARAM
VAI A PENETRAÇÃO ROMPENDO NUVENS
E DEVASSANDO SÓIS TÃO FULGURANTES
QUE NUNCA A VISTA HUMANA OS SUPORTARA,
MAS, VARADO DE LUZ, O COITO SEGUE.
E PROSSEGUE E SE ESPRAIA DE TAL SORTE
QUE, ALÉM DE NÓS, ALÉM DA PROPRIA VIDA,
COMO ATIVA ABSTRAÇÃO QUE SE FAZ CARNE,
A IDEIA DE GOZAR ESTA GOZANDO.
AMOR-POIS QUE É PALAVRA ESSENCIAL
AMOR - POIS QUE É PALAVRA ESSENCIAL
COMECE ESTA CANÇÃO E TODA A ENVOLVA.
AMOR GUIE O MEU VERSO, E ENGUANTO O GUIA.
REÚNA ALMA E DESEJO, MEMBRO E VULVA.
QUEM OUSARÁ DIZER QUE EIE É SÓ ALMA?
QUEM NÃO SENTE NO CORPO A ALMA EXPANDIR-SE
ATÉ DESABROCHAR EM PURO GRITO
DE ORGASMO, NUM INSTANTE DE INFINITO?
O CORPO NOUTRO CORPO ENTRELAÇADO,
FUNDIDO, DISSOLVIDO, VOLTA A ORIGEM
DOS SERES, QUE PLATÃO VIU COMPLETADOS:
É UM, PERFEITO EM DOIS; SÃO DOIS EM UM.
INTEGRAÇÃO NA CAMA OU JÁ NO COSMO?
ONDE TERMINA O QUARTO E CHEGA AOS ASTROS?
QUE FORÇA EM NOSSOS FLANCOS NOS TRANSPORTA
A ESSA EXTREMA REGIÃO, ETÉREA, ETERNA?
COMECE ESTA CANÇÃO E TODA A ENVOLVA.
AMOR GUIE O MEU VERSO, E ENGUANTO O GUIA.
REÚNA ALMA E DESEJO, MEMBRO E VULVA.
QUEM OUSARÁ DIZER QUE EIE É SÓ ALMA?
QUEM NÃO SENTE NO CORPO A ALMA EXPANDIR-SE
ATÉ DESABROCHAR EM PURO GRITO
DE ORGASMO, NUM INSTANTE DE INFINITO?
O CORPO NOUTRO CORPO ENTRELAÇADO,
FUNDIDO, DISSOLVIDO, VOLTA A ORIGEM
DOS SERES, QUE PLATÃO VIU COMPLETADOS:
É UM, PERFEITO EM DOIS; SÃO DOIS EM UM.
INTEGRAÇÃO NA CAMA OU JÁ NO COSMO?
ONDE TERMINA O QUARTO E CHEGA AOS ASTROS?
QUE FORÇA EM NOSSOS FLANCOS NOS TRANSPORTA
A ESSA EXTREMA REGIÃO, ETÉREA, ETERNA?
terça-feira, 21 de junho de 2011
O CHÃO É CAMA!
O CHÃO É CAMA PARA O AMOR URGENTE,
AMOR QUE NÃO ESPERA IR PARA A CAMA.
SOBRE TAPETE OU DURO PISO, A GENTE
COMPÕE DE CORPO E CORPO A ÚMIDA TRAMA.
E PARA REPOUSAR DO AMOR, VAMOS Á CAMA.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
AMOR QUE NÃO ESPERA IR PARA A CAMA.
SOBRE TAPETE OU DURO PISO, A GENTE
COMPÕE DE CORPO E CORPO A ÚMIDA TRAMA.
E PARA REPOUSAR DO AMOR, VAMOS Á CAMA.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
EM TEU CRESPO JARDIM, ANÊMONAS CASTANHAS!
EM TEU CRESPO JARDIM, ANÊMONAS CASTANHAS
DETÊM A MÃO ANCIOSA: DEVAGAR
CADA PÉTALA OU SÉPALA SEJA LENTAMENTE
ACARICIADA, CÉU: E A VISTA POUSE,
BEIJO ABSTRATO, ANTES DO BEIJO RITUAL,
NA FLORA PUBESCENTE, AMOR; E TUDO É SAGRADO.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
DETÊM A MÃO ANCIOSA: DEVAGAR
CADA PÉTALA OU SÉPALA SEJA LENTAMENTE
ACARICIADA, CÉU: E A VISTA POUSE,
BEIJO ABSTRATO, ANTES DO BEIJO RITUAL,
NA FLORA PUBESCENTE, AMOR; E TUDO É SAGRADO.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
AI, CAMA!
AI, CAMA, CANÇÃO DE CUNA,
DORME, MENINA, NANANA,
DORME A ONÇA SUÇUARANA,
DORME A CANDIDA VAGINA,
DORME A ÚLTIMA SIRENA
OU A PENULTIMA... O PÊNIS
DORME, PUMA, AMERICANA
FÉRA EXAUSTA, DORME FULVA,
GRINALDA DE TUA VULVA.
E SILENCIEM OS QUE AMAM,
ENTRE LENÇOL E CORTINA
AINDA ÚMIDOS DE SÊMEN,
ESTES SEGREDOS DE CAMA.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
DORME, MENINA, NANANA,
DORME A ONÇA SUÇUARANA,
DORME A CANDIDA VAGINA,
DORME A ÚLTIMA SIRENA
OU A PENULTIMA... O PÊNIS
DORME, PUMA, AMERICANA
FÉRA EXAUSTA, DORME FULVA,
GRINALDA DE TUA VULVA.
E SILENCIEM OS QUE AMAM,
ENTRE LENÇOL E CORTINA
AINDA ÚMIDOS DE SÊMEN,
ESTES SEGREDOS DE CAMA.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
O QUE SE PASSA NA CAMA!
O QUE SE PASSA NA CAMA
É O SEGREDO DE QUEM AMA)
É SEGREDO DE QUEM AMA
NÃO CONHECER PELA RAMA
GOZO QUE SEJA PROFUNDO,
ELABORADO NA TERRA
E TÃO FORA DESTE MUNDO
QUE O CORPO, ENCONTRANDO O CORPO
E POR ELE NAVEGANDO,
ATINGE A PAZ DE OUTRO HORTO,
NOUTRO MUNDO: PAZ DE MORTO,
NIRVANA, SONO DO PÊNIS.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
É O SEGREDO DE QUEM AMA)
É SEGREDO DE QUEM AMA
NÃO CONHECER PELA RAMA
GOZO QUE SEJA PROFUNDO,
ELABORADO NA TERRA
E TÃO FORA DESTE MUNDO
QUE O CORPO, ENCONTRANDO O CORPO
E POR ELE NAVEGANDO,
ATINGE A PAZ DE OUTRO HORTO,
NOUTRO MUNDO: PAZ DE MORTO,
NIRVANA, SONO DO PÊNIS.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
A OUTRA PORTA DO PRAZER!
A OUTRA PORTA DO PRAZER,
A PORTA A QUE SE BATE SUAVEMENTE,
SEU CONVITE É UM PRAZER FERIDO A FOGI
E, COM ISSO, MUITO MAIS PRAZER.
AMOR NÃO É COMPLETO SE NÃO SABE
COISAS QUE SÓ O AMOR PODE INVENTAR.
PROCURA O ESTREITO ÁTRIO DO CÚBICULO
AONDE NÃO CHEGA A LUZ, E CHEGA O ARDOR
DE INSOFRIDA, MORDENTE
FOME DE CONHECIMENTO PELO GOZO.
POESIAS ERÓTICOS DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
A PORTA A QUE SE BATE SUAVEMENTE,
SEU CONVITE É UM PRAZER FERIDO A FOGI
E, COM ISSO, MUITO MAIS PRAZER.
AMOR NÃO É COMPLETO SE NÃO SABE
COISAS QUE SÓ O AMOR PODE INVENTAR.
PROCURA O ESTREITO ÁTRIO DO CÚBICULO
AONDE NÃO CHEGA A LUZ, E CHEGA O ARDOR
DE INSOFRIDA, MORDENTE
FOME DE CONHECIMENTO PELO GOZO.
POESIAS ERÓTICOS DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Adoráveis mulheres
Adoráveis mulheres conta a historia de Gardenia suas dores e sua volta por cima no maior estilo, GARDENIA e uma mulher que sabe o que deseja da vida a carta que ela escreve para sua irmã de sêmem Terezinha que foi amante de seu marido é imperdivel.
É um livro que fala sobre a vida, a morte. e o amor. com a intenção de despertar o melhor lado masculino.
Nadia Foes
É um livro que fala sobre a vida, a morte. e o amor. com a intenção de despertar o melhor lado masculino.
Nadia Foes
domingo, 12 de junho de 2011
Nfoes: Bom dia!
Nfoes: Bom dia!: "Hoje é o dia dos namorados! e participo aos amigos que meu livro foi publicado ..com selo do CLUBE DE Autores. http//www.clube de autores.c..."
Bom dia!
Hoje é o dia dos namorados! e participo aos amigos que meu livro foi publicado ..com selo do CLUBE DE Autores. http//www.clube de autores.com. br.
Adoráveis mulheres são contos sobre o amor, ou melhor o amor é o maior perssonagem deste livro. Não é um livro escrito só para mulheres e sim com intenção de despertar o lado terno masculino.
O homem sonhador ainda existe.
A historia de Gardenia que escreveu aquela carta que toda mulher gostaria de ter escrito para a amante do seu marido, e mais Gardenia ainda perdoa a bisca.
A envolvente historia de Nana. E outras histórias de mulheres de vertentes fortes.
Não custa visitar o Clube de Autores e ver o livro.
Um abraço para todos os enamorados.
Adoráveis mulheres são contos sobre o amor, ou melhor o amor é o maior perssonagem deste livro. Não é um livro escrito só para mulheres e sim com intenção de despertar o lado terno masculino.
O homem sonhador ainda existe.
A historia de Gardenia que escreveu aquela carta que toda mulher gostaria de ter escrito para a amante do seu marido, e mais Gardenia ainda perdoa a bisca.
A envolvente historia de Nana. E outras histórias de mulheres de vertentes fortes.
Não custa visitar o Clube de Autores e ver o livro.
Um abraço para todos os enamorados.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
É para lá que eu vou
Para além da orelha existe um som, à extremidade do olhar
um aspecto, às pontas dos dedos um objeto -é para lá que eu vou.
`Ponta do lápis o traço.
Onde expira um pensamento esta uma idéia, ao derradeiro
hálito de alegria, á ponta da espada a magia
É para lá que eu vou.
Na ponta dos pés o salto.
Parece a história de alguém que foi e não voltou-é para lá que eu vou.
Ou não vou? Vou sim. E volto para ver como estão as coisas.
Se continuam mágicas. Realidade? eu vos espero.
É para lá que eu vou.
Um trecho de um conto de Clarice Lispector:
um aspecto, às pontas dos dedos um objeto -é para lá que eu vou.
`Ponta do lápis o traço.
Onde expira um pensamento esta uma idéia, ao derradeiro
hálito de alegria, á ponta da espada a magia
É para lá que eu vou.
Na ponta dos pés o salto.
Parece a história de alguém que foi e não voltou-é para lá que eu vou.
Ou não vou? Vou sim. E volto para ver como estão as coisas.
Se continuam mágicas. Realidade? eu vos espero.
É para lá que eu vou.
Um trecho de um conto de Clarice Lispector:
É preciso não esquecer nada:
É preciso não esquecer nada;
Nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso esquecer é o nosso rosto,
O nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se ja não fôssemos,
vigiados pelos nossos olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.
Cecilia Meireles 1901-1964
Nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso esquecer é o nosso rosto,
O nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se ja não fôssemos,
vigiados pelos nossos olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.
Cecilia Meireles 1901-1964
Ulisses
O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo-
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.
Este que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.
O poema refere a Ulisses, herói lendário da Odisséia
e fundador mitico de Lisboa, onde teria aportado numa
das suas navegações.
Para Fernando Pessoa,o mito é energia que se confunde
com as origens. Nesse sentido, a vida é menos
impotante do que o mito, até porque ele é perene.
.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo-
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.
Este que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.
O poema refere a Ulisses, herói lendário da Odisséia
e fundador mitico de Lisboa, onde teria aportado numa
das suas navegações.
Para Fernando Pessoa,o mito é energia que se confunde
com as origens. Nesse sentido, a vida é menos
impotante do que o mito, até porque ele é perene.
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Mar Português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
!Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar allém da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele se espelhou o céu.
Fernando Pessoa nasceu em 1888, em Lisboa e morreu em 1935.
Mensagem foi o único livro que publicou em vida.
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
!Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar allém da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele se espelhou o céu.
Fernando Pessoa nasceu em 1888, em Lisboa e morreu em 1935.
Mensagem foi o único livro que publicou em vida.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Declaro quatro cães
Declaro quatro cães:
um ja esta enterrado no jardim,
outros dois me surpreendem,
pequenos destruidores selvagens,
de patas grossas e presas duras
como agulhas de rocha.
E uma cadela grenhuda,
distante,
ruiva em sua cortesia.
Não se sentem seus passos
de ouro suave,
nem sua presença distante.
Só ladra tarde da noite
para certos fantasmas,
que só certos ausentes
escolhidos
a ouçam nos caminhos
ou em outros lugares escuros. Pablo Neruda (1904-1973)
um ja esta enterrado no jardim,
outros dois me surpreendem,
pequenos destruidores selvagens,
de patas grossas e presas duras
como agulhas de rocha.
E uma cadela grenhuda,
distante,
ruiva em sua cortesia.
Não se sentem seus passos
de ouro suave,
nem sua presença distante.
Só ladra tarde da noite
para certos fantasmas,
que só certos ausentes
escolhidos
a ouçam nos caminhos
ou em outros lugares escuros. Pablo Neruda (1904-1973)
Se cada dia cai
Se cada dia cai
dentro de cada noite,
Há um poço
onde a claridade está presa
Há que sentar-se na beira
do poço na sombra
e pescar luz caida
com paciência. Pablo Neruda (1904-1973)
dentro de cada noite,
Há um poço
onde a claridade está presa
Há que sentar-se na beira
do poço na sombra
e pescar luz caida
com paciência. Pablo Neruda (1904-1973)
Obrigado, violinos
Obrigado, violinos por este dia
de quatro cordas.
É puro o som do céu
a voz azul do ar.
Pablo Neruda (1904-1973)
de quatro cordas.
É puro o som do céu
a voz azul do ar.
Pablo Neruda (1904-1973)
terça-feira, 17 de maio de 2011
Sem titulo
Não tens como apagar um incêndio-
Coisas que são inflamáveis
Podem queimar por si, sem vento,
Ao longo da noite mais calma.
Não tens como dobrar as águas,
Nem quarda-las na gaveta-
Pois os ventos o descobririam-
E contariam a teu soalho de cedro.
### ### ###
A dor tem um elemento em branco
E já não consegue lembrar
Quando começou, nem se houve um tempo
Em que não existia..
Emily Dickinson (1830-1886)
Coisas que são inflamáveis
Podem queimar por si, sem vento,
Ao longo da noite mais calma.
Não tens como dobrar as águas,
Nem quarda-las na gaveta-
Pois os ventos o descobririam-
E contariam a teu soalho de cedro.
### ### ###
A dor tem um elemento em branco
E já não consegue lembrar
Quando começou, nem se houve um tempo
Em que não existia..
Emily Dickinson (1830-1886)
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Nfoes: Motivo da Rosa
Nfoes: Motivo da Rosa: "Por mais que te celebre, não me escutas, embora em forma e nácar te assemelhes á concha soante, á musical orelha que grava o mar nas intimas..."
Motivo da Rosa
Por mais que te celebre, não me escutas,
embora em forma e nácar te assemelhes
á concha soante, á musical orelha
que grava o mar nas intimas volutas.
Deponho-te em cristal, defronte a espelhos,
sem eco de cisternas ou de grutas...
Ausênsias e cegueiras absolutas
ofereces ás vespas e ás abelhas,
e a quem te adora, ó surda e silenciosa.
e cega e bela e interminável rosa
que em tempo e aroma e versos transmutas!
Sem terra nem estrela, brilhas, presa
a meu sonho, insencivel á beleza
que és, e não sabes, por que não me escutas...
Cecilia Meireles.
embora em forma e nácar te assemelhes
á concha soante, á musical orelha
que grava o mar nas intimas volutas.
Deponho-te em cristal, defronte a espelhos,
sem eco de cisternas ou de grutas...
Ausênsias e cegueiras absolutas
ofereces ás vespas e ás abelhas,
e a quem te adora, ó surda e silenciosa.
e cega e bela e interminável rosa
que em tempo e aroma e versos transmutas!
Sem terra nem estrela, brilhas, presa
a meu sonho, insencivel á beleza
que és, e não sabes, por que não me escutas...
Cecilia Meireles.
terça-feira, 3 de maio de 2011
De joelhos
Bendita seja a mãe que te gerou".
Bendito o leite que te fez crescer.
Bendito o berço aonde te embalou
A tua ama, pra te adormecer!
Bendita essa canção que acalentou
Da tua vida o doce alvorecer...
Bendita seja a lua que inundou
De luz a terra, só para te ver...
Benditos sejam todos que te amarem,
As que em volta de ti ajoelharem,
Numa grande paixão fervente e louca!
E se mais que eu, um dia, te quiser
Alguém, bendita seja essa mulher,
Bendito seja o beijo dessa boca!!
Frorbela Espanca.
Bendito o leite que te fez crescer.
Bendito o berço aonde te embalou
A tua ama, pra te adormecer!
Bendita essa canção que acalentou
Da tua vida o doce alvorecer...
Bendita seja a lua que inundou
De luz a terra, só para te ver...
Benditos sejam todos que te amarem,
As que em volta de ti ajoelharem,
Numa grande paixão fervente e louca!
E se mais que eu, um dia, te quiser
Alguém, bendita seja essa mulher,
Bendito seja o beijo dessa boca!!
Frorbela Espanca.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Nfoes: Palavras ao vento.
Nfoes: Palavras ao vento.: "Desejo fazer deste blog. Um recanto de paz e aconchego. de bem-querer e alegria. O mundo é o seu caderno, as páginas onde vôce faz..."
Sem titulo
Mais fácil encontrar
Um amigo que é sombra para os dias quentes,
Do que algum outro, caloroso,
Para as horas frias da mente.
Voltado um tanto para o leste, o catavento
põe em fuga as almas de musselina;
E se mais firmes são os corações de seda
Do que os feitos de organdi,
A quem culpar? Ao tecelão?
Ó os enganadores fios!
No paraizo, as alfombras
Tem urdidura invisivel.
Emily Dickinson (1830-1886)
Um amigo que é sombra para os dias quentes,
Do que algum outro, caloroso,
Para as horas frias da mente.
Voltado um tanto para o leste, o catavento
põe em fuga as almas de musselina;
E se mais firmes são os corações de seda
Do que os feitos de organdi,
A quem culpar? Ao tecelão?
Ó os enganadores fios!
No paraizo, as alfombras
Tem urdidura invisivel.
Emily Dickinson (1830-1886)
Sem titulo
Banir a mim mesma,
Tivera eu esse dom!
Inexpugnável fosse a minha fortaleza,
Ante toda audácia.
Uma vez, porém que eu mesma me assalto,
Como terei paz
Amnão ser sujeitando
A consciência?
E desde que somos monarcas um para o outro,
Como poderei alcançá-lo
A não ser abdicando
De mim mesma?
Emily Dickinson. (1830-1886)
Tivera eu esse dom!
Inexpugnável fosse a minha fortaleza,
Ante toda audácia.
Uma vez, porém que eu mesma me assalto,
Como terei paz
Amnão ser sujeitando
A consciência?
E desde que somos monarcas um para o outro,
Como poderei alcançá-lo
A não ser abdicando
De mim mesma?
Emily Dickinson. (1830-1886)
Sem titulo
Quando os diamantes são mito
E os diademas, uma lenda,
Broches e brincos semeio
E cultivo para venda.
E embora meu parco renome,
Minha obra- um dia estival- ja teve mecenas:
Primeiro foi uma rainha;
Depois uma borboleta.
Emily Dickinson. (1830-1886)
E os diademas, uma lenda,
Broches e brincos semeio
E cultivo para venda.
E embora meu parco renome,
Minha obra- um dia estival- ja teve mecenas:
Primeiro foi uma rainha;
Depois uma borboleta.
Emily Dickinson. (1830-1886)
sábado, 30 de abril de 2011
Leonor.
Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura;
Vai formosa, e não segura.
Leva na cabeça o pote,
O testo na mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamalote;
Traz a vasquinha de cote.
Mais branca que a neve pura.
vAI formosa e não segura.
Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado,
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça á formosura.
Vai formosa e não segura.
Luis Vaz de Camões. 1524-1580-Lisboa
Leonor pela verdura;
Vai formosa, e não segura.
Leva na cabeça o pote,
O testo na mãos de prata,
Cinta de fina escarlata,
Sainho de chamalote;
Traz a vasquinha de cote.
Mais branca que a neve pura.
vAI formosa e não segura.
Descobre a touca a garganta,
Cabelos de ouro entrançado,
Fita de cor de encarnado,
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta,
Que dá graça á formosura.
Vai formosa e não segura.
Luis Vaz de Camões. 1524-1580-Lisboa
A grande poeta brasileira.
"Eu canto porque o meu instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem trste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico não sei, não sei;
Não sei se fico ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- Mais nada."
Cecilia Meireles.
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem trste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico não sei, não sei;
Não sei se fico ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- Mais nada."
Cecilia Meireles.
Palavras ao vento.
Desejo fazer deste blog. Um recanto de paz e aconchego. de bem-querer e alegria.
O mundo é o seu caderno, as páginas onde vôce faz as suas somas,
Não é a realidade, embora você possa exprimir a realidade ali se guiser.
Você também tem liberdade de escrever tolices, ou mentiras ou rasgar
as páginas. Richard Bach.
O mundo é o seu caderno, as páginas onde vôce faz as suas somas,
Não é a realidade, embora você possa exprimir a realidade ali se guiser.
Você também tem liberdade de escrever tolices, ou mentiras ou rasgar
as páginas. Richard Bach.
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